“Composição”(triptíco)
200x105 cms. Acrílico sobre tela, 1997
  Sílvia Chicó

    …A pintura de João Luiz Costa põe-nos perante a estética do abstraccionismo geométrico…
    Serena e optimista esta exposição, que a seu modo se encontra com premissas da vanguarda internacional. O nosso olhar quiçá saturado de uma estridência excessiva e por vezes não muito verdadeira, irá repousar com agrado sobre esta arte, autodeclarativa e honesta.

    Extracto do prefácio da exposição”10 Anos de pintura” na Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa – 1987


Desenho sobre papel Fabriano, 75x57 cms. lápis e acrílico, 1988
  Fernando de Azevedo

    … Estes desenhos nascem assim, de si próprios, o vazio fazendo o cheio, e o cheio enchendo-se de vazio, crescendo e entredevorando-se…
    …São belos… porque embora sejam tão claros, são depurados, cada um deles é um labirinto. Embora nunca se veja, naquele espaço de austera abstracção, o Minotauro está lá, dentro do templo, esperando.

    Extracto do prefácio da exposição de desenhos na Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa – 1988


“Composição” 100x90 cms. Acrílico sobre tela, 1987
  Fernando de Azevedo

    …Donde esta pintura tão ordenada e aparentemente fria viva de subtilezas e de frissons insuspeitados que é preciso aprender a procurar nela por não são de todo imediatos. E, ao procurarem-se tais subtilezas e nuances no que nos aparece tão descarnadamente plano como o muro e tímido de cor, toca-nos então uma espécie de clareza, uma sensação de harmonia, de equilíbrio desejado, tudo tão desconhecido hoje, neste frenesi quotidiano do rápido suceder das paixões.

    Extracto do prefácio da exposição de pintura na Cooperativa Árvore, Porto – 1989


“Composição” 100x100 cms. Acrílico sobre tela, 1998
  Joaquim Matos Chaves

    Do modo como resolve as suas obras depreende-se uma quietude enorme e plena de significados. O essencial, o transcendente, o “absoluto”. Mas todas estas realidades não interditam um dinamismo que é uma derivada da capacidade de vibrar das cores.

    Extracto do prefácio da exposição na Galeria 5, Coimbra – 1990


“Paisagem Primordial com cabo” 90X60 cms. Óleo sobre tela, 1991
  Joaquim Matos Chaves

    …A pintura como algo que dispensa adjectivações, a pintura que só não dispensa um qualificativo: ser, irredutivelmente, pictórica.
    João Luiz Costa está entre este tipo de artista e está-o com todas as qualidades que lhe, lhes, são próprias. Independentemente da sua obra, como resultado, perfilhar, neste ou naquele momento, uma estática informada por este ou aqueles teores. Ao relembrar agora os seus trabalhos de matriz neoplasticista, mais me sinto obrigado a reconhecer as justeza das palavras iniciais… Em suma que é uma obra pensada. Questão que não é de somenos.

    Extracto do prefácio da exposição “Paisagens Primordiais” na Galeria Arte Vária, Coimbra – 1992


“Paisagem Primordial, com longa praia” 61x50 cms. Óleo sobre tela, 1992
  António Quadros

    “...as suas paisagens são sedutoras: apetece-nos perdermo-nos nelas, fazer-mos parte delas.”

    Extracto de correspondência, no catálogo da exposição na Galeria da Praça, Porto – 1993